Orphaned Land – The Never Ending Way Of ORWarriOR [2010]

20 03 2010

Orphaned Land – The Never Ending Way Of ORWarriOR [2010]

Orphaned Land - The Never Ending Way Of The ORWarriOR

Oriundos de um país devassado por guerras, suscitadas por ódios milenares motivados pela religião, como é Israel, o qual até um país insuspeito no que diz respeito a Metal, vem uma banda que merece os melhores elogios. Em abono da verdade, a guerra actual em Israel tem motivos muito mais políticos que religiosos, nomeadamente o controlo dos pedaços de terra que possuem a pouca água potável existente num terreno maioritariamente desértico e árido, a religião acaba por servir de rastilho e ser usada como ‘arma’ para o conflito, mas isso não é algo que eu queira discutir agora.

Após um hiato de cerca de 6 anos em que não houve praticamente nenhuma actividade da banda, os músicos decidem reunir-se após uma série de eventos que envolveram a banda, um dos quais foi um e-mail que o vocalista Kobi Farhi recebeu com um vídeo de um fã árabe, da Jordânia, a mostrar uma tatuagem do logótipo dos Orphaned Land, ao som da sua música. Outro foi um concerto de reunião realizado em Istambul na Turquia, outro país onde a religião predominante é a muçulmana, onde a reacção do público foi estrondosa. O facto de haverem fãs deles adeptos da religião muçulmana, alguns até com tatuagens e a viverem em países onde os fãs de Metal são muitas vezes perseguidos e presos, sendo os músicos israelitas, surpreendeu a banda. Neste ponto, o vocalista apercebeu-se que havia muito mais para além da música que faziam: esta era um meio de transmitir esperança e união entre as pessoas de várias religiões, algumas delas historicamente antagónicas ao longo de vários anos. A banda acabou por regressar com toda a sua força após estes acontecimentos.
“The Never Ending Way Of ORwarriOR” é o segundo álbum após a ‘reunião’ e é um álbum conceptual sobre ‘o guerreiro da luz’, representando um herói conceptual na batalha da luz contra as trevas. Segundo o vocalista da banda, este ‘guerreiro da luz’ não é nenhum messias ou algo do género, mas sim cada um de nós e a nossa luz interior. O nome do álbum reflecte esse conceito, criando um jogo de palavras entre a palavra ‘warrior’, guerreiro em inglês, e a palavra ‘or’, em hebraico e que significa luz. Musicalmente, aprofunda o estilo criado pela banda no álbum anterior, “Mabool: The Story of the Three Sons of Seven”, álbum igualmente conceptual, fazendo um cruzamento do som mais antigo da banda enraizado no Doom / Death Metal com o Metal Progressivo actual e música étnica do Médio Oriente. A banda apresenta actualmente uma sonoridade não tão ‘visceral’ como evidenciado nos trabalhos mais antigos e chega até a perder algum peso a relação a “Mabool” (na minha opinião, a obra-prima da banda até à data), mas muito mais refinada, onde as melodias étnicas apresentam muito maior coesão com o Metal da banda. Este álbum está ao nível do seu antecessor, para alguns até estará superior, e certamente irá agradar e surpreender os fãs dos géneros de música citados bem como os fãs de música em geral que estejam à procura de música refrescante e inovadora.

Os Orphaned Land, mais que uma excelente banda de Metal, são um claro exemplo do que a música, neste caso o Metal, pode atingir, onde a política e as religiões que (supostamente) professam a paz e a união entre os homens falham. Num mundo onde ainda se mata em nome da religião, onde fãs de Metal são perseguidos em países árabes (e nos outros só não são porque não calha, mas são amplamente vistos como ‘escumalha’ e constantemente desrespeitados) e onde músicos arriscam-se a ser condenados à prisão por criticarem abertamente a religião (Nergal, vocalista da banda polaca Behemoth, corre o risco de ser condenado até 2 anos de prisão devido a alegados insultos à Igreja Católica e ofensa aos sentimentos religiosos das pessoas por ter criticado o Catolicismo como o “culto mais assassino do planeta e ter rasgado uma cópia da bíblia em palco num concerto na Polónia), uma banda judia que professa a união entre as três religiões Abraâmicas, que servem de culto ao mesmo deus e que ridiculamente continuam a matar-se umas às outras e a ensinarem as suas crianças a odiar, consegue apelar à união entre os povos e criar algo de que qualquer Headbanger se deve orgulhar. A ‘nossa’ música é muito mais do simplesmente música, é também união entre as pessoas, território onde a religião e a política amplamente falham…



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Duffy – First Cut Is The Deepest

17 05 2009




Mister Spock

4 05 2009

A personagem de mr.Spock foi das  personagens que desde a minha infância a que mais despertou para esse grande paradigma entre a razão e a lógica , entre o humano e a “descoberta”  da nossa essência como seres terrestres em contraste com as diferenças galácticas.

Leonard Nimoy volta a ser «Mr. Spock»

Leonard Nimoy volta a ser «Mr. Spock»

Mister Spock é uma personagem da série original de televisão Star Trek (O Caminho das Estrelas em Portugal, interpretado por Leonard Nimoy. Spock tem um sobrenome, nome de família, que nunca é indicado na série, porque é impronunciável por seres humanos.

Spock é o filho do embaixador vulcaniano Sarek e da sua esposa humana, a professora Amanda Grayson. Embora Spock se identifique como vulcaniano — o primeiro vulcaniano a se juntar à Frota Estelar, ao contrário dos desejos do seu pai, que gostaria que ele ingressasse na Academia de Ciências de Vulcano —, apresenta um conflito interno permanente entre a razão e a lógica da sua metade vulcaniana e da emoção e da intuição de sua metade humana. Para os padrões humanos, no entanto, é inacreditavelmente lógico e totalmente destemido face ao perigo.

 

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 A saga «Star Trek» vai voltar a despertar o sentimento galáctico, vai ser também o regresso da nave «Enterprsise» ao seu mais recôndito passado. O filme dirigido por J.J. Abrams vai ao início da missão quando o futuro «Captain Kirk» esteve quase em ficar em terra e fora de uma tripulação comandada pelo «Mr. Spock», que vai voltar a ter Leonard Nimoy no seu desempenho. A sequela conta como «James T. Kirk» se torna capitão da «Enterprise» e deverá estrear em Maio.

A história centra-se na invasão do Planeta Vulcano, onde nasceu o «Mr. Spock», mas é numa viagem no tempo que decorre da trama principal que Leonard Nmoy está de regresso à sua personagem e que deixou o actor de 77anos de boca aberta: «Eu nem queria acreditar!»

A história centra-se na invasão do Planeta Vulcano, onde nasceu o «Mr. Spock», mas é numa viagem no tempo que decorre da trama principal que Leonard Nmoy está de regresso à sua personagem e que deixou o actor de 77anos de boca aberta: «Eu nem queria acreditar!»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

«Star Trek» está de volta para o «nascimento» do «Captain Kirk»

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Wiliam Shatner, pelo contrário, não escondeu a desilusão por não poder também estar de volta, mas o realizador afirmou que o «Captain Kirk» morreu no último filme da série, «Star Trek: Generations», em 1994. A estreia de Jornada nas Estrelas tem direção de J.J. Abrams (Missão Impossível III, Lost) deste novo capítulo desta saga será em 8 de maio de 2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse

“11º filme da sequela “Jornada nas Estrelas”. Segundo especulações, a história ocorre antes da tripulação do Capitão Kirk assumir o comando da Enterprise, situada 160 anos antes do nascimento do personagem imortalizado por William Shatner. No primeiro filme da série, de 1979, um fenômeno alienígena de poder e tamanho descomunal se aproxima da Terra, destruindo tudo em seu caminho. A única nave que pode enfrentar esta força letal que ameaça a Terra é a U.S.S. Enterprise. O lendário comandante James T. Kirk (William Shatner) é convocado para a missão, mas algo perigoso pode destruir a U.S.S. Enterprise e toda a sua tripulação. Após o sucesso da série de TV “Jornada nas Estrelas” a Paramount tinha a intenção de levar seus personagens para uma longa-metragem. Várias versões para o roteiro do 1º filme foram feitas entre 1975 e 1977, sendo que uma história chamada “Star Trek: Planet of Titans” chegou a ser selecionada para servir como base para o filme. Entretanto, com o sucesso mundial de “Star Wars” em 1977, a Paramount decidiu por abortar o projeto antes mesmo do início das filmagens, alegando que não havia mercado suficiente para dois grandes filmes de ficção científica. “Jornada nas Estrelas – O Filme” é o primeiro de uma série de 10 filmes baseados na série da TV americana Star Trek.”

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Elenco : Chris Pine (Kirk), Zachary Quinto (Spock), Eric Bana (o vilão Nero), Zoe Saldana (Uhura), Simon Pegg (Scotty), Anton Yelchin (Pavel Chekov), John Cho (Hikaru Sulu) e Karl Urban (Leonard “Bones” McCoy).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A história da saudação Birkat ha-Cohani

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“Desde criança que me recordo de uma bênção específica praticada regularmente na nossa sinagoga. Os dedos de cada mão eram separados para recriar o shin [ש], a letra hebraica que representa Shad-ai, um dos nomes divinos. Quando criámos a série StarTrek precisávamos desesperadamente de uma saudação única para o meu personagem. Lembrei-me daquele gesto ancestral e propus que o usássemos. O resto, como se costuma dizer, faz parte da história.
Porque me lembrei daquele gesto? Os actores tentam incutir algo de pessoal nos papéis que encarnam. Provavelmente, então, foi a convergência das minhas existências: espiritual e profissional. Assim, posso chamar àquela saudação o meu shalom vulcano, a minha saudação de paz, a minha ânsia pela bênção da paz: a busca ancestral do povo judeu, o meu povo. Birkat ha-Cohanim.”

Leonard Nimoy, actor, escritor e fotógrafo. Testemunho publicado na revista de domingo do New York Times, a 22 de Dezembro de 1996.

Diggy in the grave





Sisters of Mercy em Portugal

7 03 2009

 

A não perder no próximo dia 16 de Março no Coliseu de Lisboa.





Priest Feast – 17 de Março, a não esquecer…

1 03 2009

É já dia 17 de Março que a Priest Feast tem passagem assegurada pelo Pavilhão Atlântico. Para quem não faz a mínima ideia do que estou a falar, ou para quem tem dúvidas que valha a pena, aqui ficam três boas razões para marcar presença neste evento:

Por isso, meninos e meninas, não percam mais tempo e façam como eu:

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Faleceu Miika Tenkula, guitarrista fundador da banda Sentenced

23 02 2009

Faleceu dia 19 de Fevereiro Miika Tenkula, guitarrista e fundador da banda finlandesa Sentenced. Principal compositor da banda, foi o principal responsável pela criação de álbuns como Amok e Frozen, que viriam a colocar a banda no mapa musical como um dos pioneiros na sonoridade Gothic Metal, depois de um início de carreira no Death Metal melódico.

O músico foi encontrado morto em sua casa e as causas para a sua morte ainda não foram determinadas, embora fosse conhecido o seu problema com o álcool à vários anos, o qual se teria agravado desde que a banda cessou funções em 2005.

Aqui fica uma pequena homenagem a um dos músicos responsáveis pela criação de alguns dos álbuns mais marcantes dos finais dos anos 90 no universo “metálico”.

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D’you know what i mean?

21 02 2009

Via 31 da Armada – o testemunho de Noel Gallagher sobre concerto de Lisboa –

 

“I think it was my favourite night…” – Noel “Sorry droogs. Forgot about you lot!” “Now then – what’s been happening?” “Well, we went to Lisbon. I thought it wouldn’t get any better than Barcelona and Madrid – how wrong I was. I think it was my favourite night of the whole tour so far. It may well have been the best gig too. Them kids sang it LOUD, man.” Gave our disc-jockey a lesson in heavy psychedelic rock music in the dressing room afterwards. I really should try my hand at that dj’ing malarky. I’d be fuckin’ brilliant.” Left the people of Lisbon with a message of love for José Mourinho. We really do need him back in England. Preferably at Man City.”

Post também disponível em Câmara de Comuns