Jorge Palma um Senhor na Escuridão

19 04 2008

 

Jorge Palma um Senhor na Escuridão

                                                  

 

 Tenho um especial apreço por este grande músico português que se conseguiu manter verdadeiro e fiel às suas convicções transformando as sua letras e músicas como hino contra  à inactividade e hipocrisia social, desprovidas do conceito do que está moda, da ignorância e do socialmente instituído (escuridão). Contra tudo e todos sozinho, guerreiro e resistente, marginal,para mim representa numa vertente de rock tuga urbano com cheirinho a Lisboa, uma lufada de ar fresco no meio dessas ruas escuras sem fim, uma abertura de espaço onde possas ser tu próprio, onde dá gosto perdermo-nos, mas com a música de fundo deste grande senhor.

Em baixo algumas das letras que me tocaram sem deixar rasto de mim próprio……….

 

Acorda, Menina Linda

Acorda, menina linda                                                                             
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia                                                                  
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Acordar tarde

                                                                                                                                                                 

Tocas as flores murchas que alguém te ofereceu
quando o rio parou de correr e a noite
foi tão luminosa quanto a mota que falhou
a curva – e o serviço postal não funcionou
no dia seguinte

procuras ávido aquilo que o mar não devorou
e passas a língua na cola dos selos lambidos
por assassinos – e a tua mão segurando a faca
cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado
dos amantes ocasionais – nada a fazer.

irás sozinho vida dentro
os braços estendidos como se entrasses na água
o corpo num arco de pedra tenso simulando a casa
onde me abrigo do mortal brilho do meio-dia

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20 04 2008
Maçã de Junho

Apenas uma pequena correcção: o belíssimo poema “Acordar Tarde” é de autoria do poeta Al Berto, musicado por Jorge Palma.

A agenda, a obra, o universo artístico de Jorge Palma em http://www.bloguepalmaniaco.blogspot.com
newsletter/informações: contactar ladoerradodanoite@hotmail.com

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