Orphaned Land – The Never Ending Way Of ORWarriOR [2010]

20 03 2010

Orphaned Land – The Never Ending Way Of ORWarriOR [2010]

Orphaned Land - The Never Ending Way Of The ORWarriOR

Oriundos de um país devassado por guerras, suscitadas por ódios milenares motivados pela religião, como é Israel, o qual até um país insuspeito no que diz respeito a Metal, vem uma banda que merece os melhores elogios. Em abono da verdade, a guerra actual em Israel tem motivos muito mais políticos que religiosos, nomeadamente o controlo dos pedaços de terra que possuem a pouca água potável existente num terreno maioritariamente desértico e árido, a religião acaba por servir de rastilho e ser usada como ‘arma’ para o conflito, mas isso não é algo que eu queira discutir agora.

Após um hiato de cerca de 6 anos em que não houve praticamente nenhuma actividade da banda, os músicos decidem reunir-se após uma série de eventos que envolveram a banda, um dos quais foi um e-mail que o vocalista Kobi Farhi recebeu com um vídeo de um fã árabe, da Jordânia, a mostrar uma tatuagem do logótipo dos Orphaned Land, ao som da sua música. Outro foi um concerto de reunião realizado em Istambul na Turquia, outro país onde a religião predominante é a muçulmana, onde a reacção do público foi estrondosa. O facto de haverem fãs deles adeptos da religião muçulmana, alguns até com tatuagens e a viverem em países onde os fãs de Metal são muitas vezes perseguidos e presos, sendo os músicos israelitas, surpreendeu a banda. Neste ponto, o vocalista apercebeu-se que havia muito mais para além da música que faziam: esta era um meio de transmitir esperança e união entre as pessoas de várias religiões, algumas delas historicamente antagónicas ao longo de vários anos. A banda acabou por regressar com toda a sua força após estes acontecimentos.
“The Never Ending Way Of ORwarriOR” é o segundo álbum após a ‘reunião’ e é um álbum conceptual sobre ‘o guerreiro da luz’, representando um herói conceptual na batalha da luz contra as trevas. Segundo o vocalista da banda, este ‘guerreiro da luz’ não é nenhum messias ou algo do género, mas sim cada um de nós e a nossa luz interior. O nome do álbum reflecte esse conceito, criando um jogo de palavras entre a palavra ‘warrior’, guerreiro em inglês, e a palavra ‘or’, em hebraico e que significa luz. Musicalmente, aprofunda o estilo criado pela banda no álbum anterior, “Mabool: The Story of the Three Sons of Seven”, álbum igualmente conceptual, fazendo um cruzamento do som mais antigo da banda enraizado no Doom / Death Metal com o Metal Progressivo actual e música étnica do Médio Oriente. A banda apresenta actualmente uma sonoridade não tão ‘visceral’ como evidenciado nos trabalhos mais antigos e chega até a perder algum peso a relação a “Mabool” (na minha opinião, a obra-prima da banda até à data), mas muito mais refinada, onde as melodias étnicas apresentam muito maior coesão com o Metal da banda. Este álbum está ao nível do seu antecessor, para alguns até estará superior, e certamente irá agradar e surpreender os fãs dos géneros de música citados bem como os fãs de música em geral que estejam à procura de música refrescante e inovadora.

Os Orphaned Land, mais que uma excelente banda de Metal, são um claro exemplo do que a música, neste caso o Metal, pode atingir, onde a política e as religiões que (supostamente) professam a paz e a união entre os homens falham. Num mundo onde ainda se mata em nome da religião, onde fãs de Metal são perseguidos em países árabes (e nos outros só não são porque não calha, mas são amplamente vistos como ‘escumalha’ e constantemente desrespeitados) e onde músicos arriscam-se a ser condenados à prisão por criticarem abertamente a religião (Nergal, vocalista da banda polaca Behemoth, corre o risco de ser condenado até 2 anos de prisão devido a alegados insultos à Igreja Católica e ofensa aos sentimentos religiosos das pessoas por ter criticado o Catolicismo como o “culto mais assassino do planeta e ter rasgado uma cópia da bíblia em palco num concerto na Polónia), uma banda judia que professa a união entre as três religiões Abraâmicas, que servem de culto ao mesmo deus e que ridiculamente continuam a matar-se umas às outras e a ensinarem as suas crianças a odiar, consegue apelar à união entre os povos e criar algo de que qualquer Headbanger se deve orgulhar. A ‘nossa’ música é muito mais do simplesmente música, é também união entre as pessoas, território onde a religião e a política amplamente falham…







Sisters of Mercy em Portugal

7 03 2009

 

A não perder no próximo dia 16 de Março no Coliseu de Lisboa.





Priest Feast – 17 de Março, a não esquecer…

1 03 2009

É já dia 17 de Março que a Priest Feast tem passagem assegurada pelo Pavilhão Atlântico. Para quem não faz a mínima ideia do que estou a falar, ou para quem tem dúvidas que valha a pena, aqui ficam três boas razões para marcar presença neste evento:

Por isso, meninos e meninas, não percam mais tempo e façam como eu:

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Faleceu Miika Tenkula, guitarrista fundador da banda Sentenced

23 02 2009

Faleceu dia 19 de Fevereiro Miika Tenkula, guitarrista e fundador da banda finlandesa Sentenced. Principal compositor da banda, foi o principal responsável pela criação de álbuns como Amok e Frozen, que viriam a colocar a banda no mapa musical como um dos pioneiros na sonoridade Gothic Metal, depois de um início de carreira no Death Metal melódico.

O músico foi encontrado morto em sua casa e as causas para a sua morte ainda não foram determinadas, embora fosse conhecido o seu problema com o álcool à vários anos, o qual se teria agravado desde que a banda cessou funções em 2005.

Aqui fica uma pequena homenagem a um dos músicos responsáveis pela criação de alguns dos álbuns mais marcantes dos finais dos anos 90 no universo “metálico”.

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Deep Purple Stormbringer Live Usa 1976

22 01 2009




Gods of Rock: Led Zeppelin

12 01 2009

A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia

 

Há 40 anos começava o grande voo do zeppelin. O seu génio ainda hoje marca bandas acabadas de formar e a sua influência não tem paralelo no mundo da música. A sua mistura de puro rock e blues electricos é incomparável.

São os verdadeiros Deuses do Rock!

Aqui fica o meu tributo.

(post também disponível no Câmara de Comuns)





O Top 20 de álbuns de Heavy Metal de 2008 do site Metal-rules.com

8 01 2009

Continuando na senda das listas de destaques para álbuns de 2008, apresento-vos a lista do top 20 do site Metal-Rules.com. Poderão ver com melhor atenção esta lista, bem como as reviews feitas para cada um dos álbuns, através do link:

http://www.metal-rules.com/zine/content/view/1576/85/

1 – Testament – The Formation Of Damnation

Testament - The Formation Of Damnation

2 – Motorhead – Motorizer

Motorhead - Motorizer

3 – Amon Amarth – Twilight Of The Thunder God

Amon Amrth - Twilight Of The Thunder God

4 – Avantasia – The Scarecrow

Avantasia

5 – Metallica – Death Magnetic

Metallica - Death Magnetic

6 – Warrel Dane – Praises To The War Machine

Warrel Dane - Praises To The War Machine

7 – Iced Earth – The Crucible Of Man (Something Wicked Pt. 2)

Iced Earth - The Crucible Of Man

8 – Mötley Crüe – Saints Of Los Angeles

Mötley Crüe - Saints Of Los Angeles

9 – AC/DC – Black Ice

AC/DC - Black Ice

10 – Airbourne – Runnin’ Wild

Airbourne - Runnin’ Wild

11 – Guns N’ Roses – Chinese Democracy

12 – Cavalera Conspiracy – Inflikted

13 – Brainstorm – Downburst

14 – Opeth – Watershed

15 – Sabaton – The Art Of War

16 – Eluveitie – Slania

17 – Firewind – The Premonition

18 – Whitesnake – Good To Be Bad

19 – Into Eternity – The Incurable Tragedy

20 – Cradle Of Filth – Godspeed On The Devil’s Thunder





Lista dos melhores concertos de 2008 em Portugal (dos que eu assisti, entenda-se…)

6 01 2009

Sim, é mais uma lista (o final de um ano / princípio de outro costuma ser bastante produtivo neste tipo de dissertações…). Desta vez venho apresentar-vos a lista dos melhores concertos a que tive a oportunidade de assistir este ano, apresentando um pequeno resumo de porque seleccionei cada um deles.

Iron Maiden + Slayer – Super Bock Super Rock 2008 @ Parque Tejo

Como não podia deixar de ser, o destaque este ano vai totalmente para o regresso dos Iron Maiden ao nosso país. Apesar de não ser novidade nenhuma (a banda já nos visitou várias vezes ao longo da carreira) este concerto gerava à partida expectativas muito especiais por estar integrada na Somewhere Back In Time World Tour 08. E a verdade é que essas expectativas não foram defraudadas. Tudo nesta digressão foi pensado ao pormenor, começando pelos sumptuosos cenários da digressão de promoção do álbum Powerslave até aos efeitos de luz de palco e pirotecnia, algo a que nunca tinha assistido com tanto ênfase num concerto de Iron Maiden. Não me vou alongar nos relatos deste concerto, apenas vos digo que foi o melhor concerto de Iron Maiden a que assisti, e provavelmente, opinião corroborada por quem os acompanha nestas andanças à mais tempo que eu, um dos melhores concertos que os ingleses já deram no nosso território (senão mesmo o melhor). Ainda hoje não consigo apagar da minha memória os momentos especiais que foram ver Bruce Dickinson envergar um manto negro à entrada de Rime Of The Ancient Mariner nem o efeito cénico criado durante a parte de narração desta música, com muito fumo e poucas luzes de palco, simulando na perfeição o barco à deriva no meio do nevoeiro que o texto descreve (conheço quem tenha ficado banhada em lágrimas perante este cenário), ou o fato de soldado que o mesmo Bruce Dickinson envergava enquanto empunhava a bandeira inglesa e cantava The Trooper, num longo desfilar de clássicos da melhor fase do grupo num setlist perfeito (e pouco mais há a dizer em relação a isto, porque Maiden é Maiden e não há volta a dar). Excepção feita para Fear Of The Dark que foi a única música mais recente que a banda tocou e que pessoalmente dispensava por mais um clássico de Seventh Son Of A Seventh Son ou Powerslave. E nem os ocasionais pregos (mais do que é costume para a banda) conseguiram estragar o ambiente de festa que se gerou no recinto (provocados, de acordo com fontes bem informadas, pela paixão que alguns elementos da banda nutrem pelo vinho português), suplantados pela entrega que a banda dedicou ao espectáculo. Quem foi sabe bem do que estou a falar, os que não foram podem resignar-se no arrependimento que irão carregar para a cova.
A acompanhar tivemos também o regresso em boa forma dos Slayer aos palcos portugueses, demonstrando porque razão são uma das bandas de culto do universo “metálico” mundial, e não eram poucos os que estavam lá para os ver.
Como nota negativa, apenas tenho a apontar o dedo à organização que decidiu trocar o alinhamento das bandas porque não souberam criar as condições para que as pessoas pudessem voltar para casa a horas tardias. Será que era muito difícil disponibilizar meios de transporte para os espectadores poderem voltar após o fim dos concertos? Principalmente tendo em conta a longa lista de patrocinadores oficiais do evento. Já para não falar dos preços indecentemente cobrados pelos autocarros da Carris para fazer o trajecto até à Gare do Oriente para depois apanhar mais transportes públicos. Infelizmente a Música no Coração tem muito a aprender em termos de profissionalismo para ver se têm um pouco mais de respeito pelo público que paga (e não é pouco) para ir a um festival e que merece melhor tratamento… Já vi mais profissionalismo e melhores organizações feitas por entidades amadoras, mas como em tudo já se sabe que quem só vê €€ à frente dos olhos não pode ser comparado a quem corre por gosto.

Iron Maiden @ SBSR 2008
Iron Maiden @ SBSR 2008
Iron Maiden @ SBSR 2008
Slayer @ SBSR 2008
Slayer @ SBSR 2008

Porcupine Tree @ Incrível Almadense

O meu segundo destaque vai inteiramente para o concerto dado pela banda de Prog Rock/Metal Porcupine Tree. Senhores de um já extenso catálogo de discos de qualidade indiscutível, estes músicos de eleição proporcionaram um concerto soberbo, aliando na perfeição a sua música com projecção de imagens e efeitos de luzes muito bem concebidos, criando a atmosfera perfeita para as composições de Steve Wilson e companhia. Em digressão de promoção ao EP Nil Recurring e ao álbum Fear Of A Blank Planet e, naturalmente, com maior destaque nesta fase da sua carreira, a banda soube apoiar-se num setlist equilibrado não esquecendo as outras fases, havendo espaço até para algumas surpresas como Stars Die, música que de acordo com as palavras do próprio Steve Wilson nunca tinha sido interpretada em palco anteriormente. O próprio espaço da sala da Incrível Almadense proporcionou um ambiente de intimidade entre músicos e público. E foi deveras interessante constatar a diversidade da “fauna” presente, cobrindo várias faixas etárias e estilos. Não faço ideia quem poderá interessar-se por este texto, mas bem posso dizer-vos que esta banda já merecia algum destaque, bem superior ao que tem sido divulgado no nosso país.

Porcupine Tree @ Incrivel Almadense
Porcupine Tree @ Incrivel Almadense
Porcupine Tree

Whitesnake – XVIII Expofacic @ Cantanhede

O terceiro destaque vai para o regresso dos Whitesnake ao nosso país, desta vez num sítio mais que improvável. A Expofacic realizada em Cantanhede (Coimbra) organizou uma série de concertos dos quais um dos dias recebeu os Whitesnake em digressão de promoção a Good To Be Bad, o mais recente trabalho da banda. Editado no decorrer deste ano (poderão ver alguns destaques a este trabalho em alguns posts mais abaixo e noutros mais antigos), este é já o 11.º álbum de originais da mítica banda de Hard Rock, rompendo com um estado de latência que durava à 11 anos. Havia muita curiosidade da minha parte em ver os temas deste novo trabalho interpretados ao vivo, mas a verdade é que a banda tem uma extensa discografia e muitos clássicos para tocar, pelo que os novos temas acabaram por não ser assim tantos. Mas os que foram interpretados não deixaram nada a desejar à carreira dos Whitesnake, se bem que foram naturalmente recebidos com menos entusiasmo pelo público, manifestando um claro desconhecimento em relação ao material novo. O tempo irá certamente estabelecer este álbum como um dos melhores da carreira do grupo. Quem teve oportunidade de ir assistiu a um concerto com a qualidade usual a que o grupo já nos habituou. Acompanhado por uma formação de qualidade, onde se destacam a dupla de guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, assistiu-se a um Coverdale com a voz um pouco gasta mas com o carisma e a presença de sempre, sabendo conduzir o público que apresentava um teor um pouco mais heterogéneo que o habitual, misto de rockers e metalheads do costume com famílias inteiras lá da terra guiadas pela curiosidade. E desta vez não tivemos a habitual pergunta “Cantanhede: is this still the city of Love?” da parte do sr. Coverdale antes de Is This Love, provavelmente por Cantanhede ser uma palavra de difícil pronunciação para um inglês. Pena é que não houvesse barragem à entrada do recinto para animais, uma vez que deixaram entrar duas espécies do género bovino vindas de terras espanholas que conseguiram incomodar toda a gente que ali se encontrava em seu redor. Mas pronto, tendo em conta que se tratava de uma feira agrícola (segundo dizem), até acabou por ser apropriado ao tema da feira. Pode-se dizer que tiveram sorte em não serem toureados ali em pleno concerto… Agradeçam aos Whitesnake por isso.

Whitesnake @ Cantanhede
Whitesnake @ Cantanhede

Down @ Coliseu dos Recreios

Os Down podem ser uma banda relativamente desconhecida no panorama português, pelo menos a julgar pela afluência de público registada, mas o stoner rock/metal praticado pelo grupo é viciante. Para quem não conhece, esta banda é um super-grupo que integra elementos dos extintos Pantera, Corrosion Of Conformity, Crowbar e Eyehategod. Como se isto não fosse já motivo mais que suficiente para gerar curiosidade, o resultado é um stoner metal na melhor tradição “Black Sabbathiana” com laivos do melhor rock sulista, condensados num som coeso e poderoso capaz de trucidar quem se mete no seu caminho. Foi num coliseu dos recreios relativamente despido de gente que os Down se apresentaram pela 1.ª vez ao público português. Tal cenário até pode ser enganador porque mesmo assim ainda estava lá bastante gente, mas revela um erro de casting brutal por parte da organização para a realização de tal evento. Numa sala de menores dimensões, tenho a certeza que teria esgotado. O problema é que salas de concertos de pequeno porte dignas desse nome na zona de Lisboa infelizmente começam a faltar desde que o Paradise Garage (que já de si também não era um espectáculo) abdicou desse serviço cultural e dedicou-se unicamente a ser mais uma casa nocturna como as outras (you can rot in hell, for all that I care…). Nada que intimidasse Phil Anselmo y sus muchachos, que não se rogaram à oportunidade de nos presentear com a sua música, num concerto em final de digressão onde deu para tudo, até para cantar os parabéns ao manager da banda e vê-lo tocar (trata-se de um dos guitarrista de Skid Row) e ver técnicos de luzes e roadies a tocarem malhas de Down, numa sessão de improviso, enquanto a banda se dedicava a beber umas cervejas e aos fumos. Interessante foi ainda a não existência de banda de suporte, que foi colmatada com a projecção de um filme/documentário sobre o grupo e filmagens das suas peripécias, junto com vídeos das bandas que servem de influência à sua sonoridade, onde nome óbvios como Black Sabbath e Lynyrd Skynyrd se juntam a nomes não tão óbvios como Scorpions e Thin Lizzy. A ideia foi boa e até é capaz de pegar moda, poupando-nos de ter que levar com a banda dos amigos dos organizadores como muita vez acontece por cá, infelizmente, independentemente de quais bandas de qualidade da nossa “cena” (que até existem por aí) se enquadrariam com a sonoridade dos cabeças de cartaz. Ficou ainda a promessa de Phil Anselmo em ver o Coliseu cheio da próxima vez que voltarem. Será que isso vai acontecer? A julgar pelo interesse que o público português revela pelos concertos que se realizam em Portugal, duvido… Serão reflexos da crise ou simplesmente uma elevada falha a nível cultural? Vocês que decidam…

Down @ Lisboa
Down @ Lisboa
Down @ Lisboa

Queensrÿche – Operation: Mindcrime Tour @ Aula Magna

Estreia em Portugal (tardia, diria eu) de uma das bandas mais proeminentes do Heavy Metal / Progressivo americano (e, porque não, mundial, 20 milhões de vendas não enganam). Banda que teve o seu apogeu nos finais dos anos 80 / princípio dos anos 90 e que foram responsáveis por alguns dos melhores álbuns do género, no qual o conceptual Operation: Mindcrime foi o mais proeminente de todos e um clássico absoluto para qualquer fã de Heavy Metal que se preze. Foi exactamente dentro da temática desse álbum que os Queensrÿche nos presentearam com a sua presença, tocando o álbum na íntegra para gáudio de todos os que se deslocaram à imponente sala situada na cidade universitária. Num cenário adaptado para representar a trama no qual se baseia o álbum, apresentaram um concerto teatral onde os adereços e a presença de actores secundários para a representação e narração da história não faltaram. Nada melhor pode descrever aquilo a que se assistiu como o comentário do homem já com alguns cabelos grisalhos que se encontrava sentado ao meu lado, após o final de Eyes Of A Stranger e todas as manifestações de agrado do público presente enquanto a banda se dirigia para a primeira pausa no concerto, que com um rosto onde se espelhava alegria e êxtase apenas me conseguiu pronunciar a palavra “Espectacular”, à qual eu correspondi com igual satisfação. Após esta pausa, a banda voltou ao palco para interpretar na íntegra o álbum Operation: Mindcrime II, editado em 2006 e que retoma a história desenvolvida no seu predecessor para a completar. Infelizmente, por mais voltas que se dê, o material desenvolvido neste álbum (letras à parte) não possui a mesma qualidade do clássico intemporal que a banda criou em 1988, o que acabou por prejudicar a actuação do grupo. A banda voltou ainda para um encore perante um público que entretanto já se encontrava de pé, abandonando as cadeiras onde até então tinha assistido ao concerto, completamente rendido à actuação da banda, para assistir à interpretação de mais 3 músicas retiradas de Empire, outro álbum clássico na carreira do grupo, já sem o recurso a adereços e figurantes, num ambiente de concerto rock / metal pela 1.ª vez nessa noite. Em suma, um concerto de quase 3 horas que a banda nos ofereceu. Para recordar.

Queensryche @ Aula Magna
Queensryche @ Aula Magna
Queensryche @ Aula Magna

Metallica + Machine Head + Apocalyptica + Metallica – Rock in Rio Lisboa @ Parque da Bela Vista

É com alguma pena que vos confesso que este concerto, desta lista que vos apresento, foi o que menos me agradou. Bem sei que muitos de vocês não irão concordar com esta opinião, mas posso-vos dizer que é a mais sincera que vos posso dar, tendo em conta também os restantes concertos a que aqui fiz referência. Aquilo a que assisti neste concerto de Metallica foi uma banda a meio-gás que estava a cumprir calendário. Pelo menos comparando com a edição anterior do Rock In Rio onde os Metallica actuaram e com o concerto dado o ano passado no Super Bock Super Rock, segundo relatos, porque este último, infelizmente, não tive oportunidade de assistir. Desta vez não houve nenhum momento especial como a Blackned ou a mais-que-fundo-de-catálogo Leper Messiah com que a banda nos brindou na edição anterior, mesmo com a banda a fazer promoção ao famigerado Saint Anger. Nem como Orion, mesmo sem Cliff Burton (Rest In Peace brother), como no ano passado. Foram uns Metallica que mesmo sem pica ou motivação extra já têm traquejo mais que suficiente para proporcionar um espectáculo agradável para um público que os idolatra, mas pouco mais que isso, não faltando as habituais músicas emblemáticas da carreira da banda. E o que dizer do público? Dividido entre os já batidos que instalaram um caos saudável na zona onde me encontrava e os tenrinhos adolescentes (fãs de Tokio Hotel??) que ali se encontravam e que nada faziam para contrariar os empurrões constantes, saí do concerto com os braços dormentes de tanto empurrar para arranjar espaço para respirar, até que me rendi às evidências e fui procurar um lugar onde pudesse assistir ao concerto sem ser pelos monitores, o mais perto do palco que consegui. Nunca me doeu tanto os braços no dia a seguir a um concerto, e para quem já assistiu a concertos de Napalm Death, onde mosh e gajos pelo ar é coisa que não falta é dizer muito… Antes dos Metallica tive a oportunidade para assistir a um concerto potente dos Machine Head, prejudicados pelo som, e onde o momento alto foi a interpretação de uma malha de Iron Maiden (go figure…) e que pouco mais de relevo consigo me lembrar (tivessem dado maior destaque ao álbum Burn My Eyes e aí a história certamente teria sido outra). Antes, tivemos ainda um agradável concerto dos Apocalyptica, melhores agora com uma formação onde se inclui um baterista mas onde infelizmente a maioria do material é instrumental, e uns Moonspell pujantes e em boa forma, fruto do espírito renovado na banda que se consegue sentir até para quem está de fora. Tudo integrado num recinto onde nada falta e onde tudo é pago a peso de ouro. Felizmente consegui arranjar um bilhete a preços mais em conta (a big thank you, my friend…). Por um mundo melhor (??) dizem eles. Só se for nos bolsos deles… Nota final para a organização: existem mais bandas com qualidade comprovada que vocês podem convidar para a próxima edição e que – pasme-se!!! – poderão exigir cachets menos avultados, e assim também poderão fugir ao cliché e à repetição a que vocês próprios votaram o festival. Pelo menos no dia de Metal, que nos outros podem fazer o que quiserem que aí não racho lenha. E a julgar pelas edições já realizadas é uma exigência que se pode fazer dado que o dia do Metal é dos que tem registado boas e constantes afluências de público.

Metallica @ Rock In Rio 2008
Metallica @ Rock In Rio 2008
Metallica @ Rock In Rio 2008

Bem, resta-nos esperar pelas surpresas que o novo ano nos reserva, enquanto eu assisto em desespero e impotente, nas actualizações e recados no meu myspace, às frequentes digressões de bandas que vêm à vizinha Espanha e retornam à Europa central porque Portugal simplesmente não é um mercado aliciante. Para já, já temos marcado um Priest Feast onde terei a oportunidade de reencontrar os Judas Priest e os Testament (que belas recordações guardo do concerto em Corroios!!!) mais uns Megadeth que eu espero estejam em boa forma e não me desapontem.
Já agora, se me permitem, quero formular um desejo: Richie Kotzen em Portugal para um espectáculo, pode ser até mesmo no Music Box, sítio onde têm sido enfiadas as velhas glórias do Hard Rock que nos têm visitado, que aquilo se calhar nem enche. Haja cultura em Portugal…

the_passenger

PS:  Nenhuma destas fotos é da minha autoria, foram todas encontradas algures na net. Honra seja feita aos respectivos autores, porque algumas estão simplesmente espectaculares





Lista dos melhores discos do ano 2008 da revista Roadie Crew

2 01 2009

Aqui fica a lista dos melhores discos do ano 2008 da equipa da revista Roadie Crew (Brasil)

1.º  AC/DC – Black Ice
AC/DC - Black Ice

2.º Testament – The Formation Of Damnation
Testament - The Formation Of Damnation

3.º Motorhead – Motorizer
Motorhead - Motorizer

4.º Whitesnake – Good To Be Bad
Whitesnake - Good To Be Bad

5.º Cavalera Conspiracy – Inflikted
Cavalera Conspiracy - Inflikted

6.º Metallica – Death Magnetic
Metallica - Death Magnetic

7.º Soulfly – Conquer
Soulfly - Conquer

8.º Krisiun – Southern Storm
Krisiun - Southern Storm

9.º Torture Squad – Hellbound
Torture Squad - Hellbound

10.º Alice Cooper – Along Came A Spider
Alice Cooper - Along Came A Spider

the_passenger





Lista pessoal dos melhores discos do ano 2008

2 01 2009

Com o final do ano vêm sempre os balanços de tudo e mais alguma coisa. Enquanto esperamos pelas listas de melhores edições discográficas de 2008 feitas pela imprensa especializada, deixo-vos aqui a minha lista pessoal dentro do espectro Metal / Hard Rock (mais Metal que Hard Rock, para ser honesto, este ano o espectro Hard Rock não me impressionou muito salvo uma honrosa excepção!!), para quem tiver interesse ou curiosidade em ouvir umas propostas nestes géneros musicais por nós tão amados…

Opeth – Watershed
Opeth - Watershed

Testament – The Formation Of Damnation
Testament - The Formation Of Damnation

Amon Amarth – Twilight Of The Thunder God
Amon Amrth - Twilight Of The Thunder God

Moonspell – Night Eternal
Moonspell - Night Eternal

Whitesnake – Good To Be Bad
Whitesnake - Good To Be Bad

Bloodbath – The Fathomless Mastery
Bloodbath - The Fathomless Mastery

Evergrey – Torn
Evergrey - Torn

Meshuggah – ObZen
Meshuggah - ObZen

Destruction – D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
Destrcution - Devolution

Warrel Dane – Praises To The War Machine
Warrel Dane - Praises To The War Machine

the_passenger