15 12 2008

Leonard Cohen

 

 

Leonard Cohen é natural de Montreal, no Canadá, onde nasceu em 1934, e onde cresceu inserido no seio de uma família judaica. Perdeu o pai quando tinha 9 anos, e o interesse pela música surgiu poucos anos depois. Aos treze começou a tocar guitarra para impressionar uma rapariga, no entanto as intenções tornaram-se bem mais sérias passado um ano e Cohen começou a actuar regularmente nos bares da cidade.
Ao contrário do que tudo indicava, foi através da escrita que Cohen entrou para a vida artística. Licenciou-se em Inglês pela McGill University, tendo ganho inclusivamente o Prémio McNaughton na área da escrita criativa. Lançou livros de poesia, o primeiro dos quais, “Let Us Compare Mythologies”, viu a luz do dia em 1956; seguiram-se dois romances editados na década de 60, nomeadamente “The Favorite Game” e “Beautiful Losers”.
Apesar de parecer que a sua faceta de escritor de canções estava adormecida desde os seus tempos de adolescente, a verdade é que Cohen nunca deixou de as escrever. E foi por meio de um convite de Judy Collins, uma cantora folk que deu os primeiros passos em palco em meados de 60, que o músico passou a ver a música no seu futuro de modo mais concreto. Judy cantava uma versão do tema “Suzanne”, de Cohen, que teve grande impacto na altura, pelo que a cantora decidiu desafiar o músico para se lhe juntar em palco no Newport Folk Festival, em 1967. Muitos outros espectáculos vieram por acréscimo e Cohen acabou por assinar contrato com a Columbia Records, que fez chegar ao mercado o seu álbum de estreia “The Songs of Leonard Cohen”, em 1968. O disco tornou-se num alvo de referência musical e literária para milhares de estudantes universitários, assim como para muitos dos seus colegas escritores de canções.
Seguiram-se “Songs From a Room” (1969) e “Songs of Love and Hate” (1971), que apesar de terem sido bem recebidos pela crítica, que, no entanto, punha em causa os dotes vocais do músico, não convenceram os fãs da mesma maneira que o primeiro álbum. Em 1973, foi editado “Leonard Cohen: Live Songs”, para além do que Gene Lesser produziu uma peça de teatro baseada na música e na vida (supostamente) de Cohen, intitulada “Sisters of Mercy”.
“New Skin For Old Ceremony” viu a luz do dia em 1974, e três anos depois foi a vez de “Death of a Ladie’s Man”, aquele que foi considerado o álbum mais controverso de Cohen, que contou na produção com Phil Spector. Em “I’m Your Man”, editado em 1985, Cohen juntou ao pessimismo habitual na poesia das suas letras uma vertente humorística, se bem que mais próxima do humor negro.
Em 1992, “The Future” chegou ao mercado e, apesar da edição de alguns álbuns ao vivo nos anos que se seguiram, novo conjunto de originais só chegaria aos escaparates em 2001, numa altura em que já poucos esperavam o regresso daquele que é considerado um dos maiores escritores de canções de finais da década de 60.
Estávamos em 1993. Leonard Cohen tinha lançado no ano anterior o álbum “The Future”, que para além de ter sido muito bem recebido pelo público, foi alvo de rasgados elogios por parte da crítica.

Um dos mais recentes trabalhos de Leonard Coehn. “I’m your man” um disco em jeito de banda sonora para um documentário de Lian Lunson sobre Leonard Cohen. Tudo começou com uma encomenda da Ópera de Sydney para um espectaculo de homenagem a Leonard Cohen. Foram convidados fãs e seguidores devotos da obra do Poeta/Cantor.  Rufus e Martha Wainright, Nick Cave, Beth Orton, Jarvis Cocker (Pulp), U2 entre muitos outros.  Este documentário regista todos os momentos de bastidor, entrevistas, depoimentos, excertos desse espectaculo honemagem. Quanto à música que se pode ouvir neste disco. É excelente. Aqui percebemos o fascínio que Leonard Cohen provoca ao longo das décadas e acima de tudo a sua tremenda influência musical e poética.

 

Diggy in the grave

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Natalie Merchant – Space Oddity

15 11 2008

Fantástica música. Fantástica interpretação. Natalie Merchant a dar novas roupagens a um velho clássico de David Bowie. Vale a pena ver.