Priest Feast – 17 de Março, a não esquecer…

1 03 2009

É já dia 17 de Março que a Priest Feast tem passagem assegurada pelo Pavilhão Atlântico. Para quem não faz a mínima ideia do que estou a falar, ou para quem tem dúvidas que valha a pena, aqui ficam três boas razões para marcar presença neste evento:

Por isso, meninos e meninas, não percam mais tempo e façam como eu:

ticket

the_passenger

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Priest Feast em Portugal

24 10 2008

Priest Feast

Óptima notícia para quem é apreciador do bom velho Metal: a Priest Feast, digressão que engloba no mesmo cartaz as bandas Judas Priest, Megadeth e Testament já tem passagem marcada por Portugal. Esta maravilhosa reunião irá ocorrer no 17 de Março de 2009, no Pavilhão Atlântico. Óptima oportunidade para conferir três das bandas mais marcantes do mundo do Metal e revisitar alguns dos clássicos e verdadeiros hinos com os quais escreveram história. O preço dos bilhetes, para as diferentes zonas do pavilhão, é o seguinte:

Plateia em pé: 30€ / Balcão 1: 36 € / Balcão 2: 28 €

Segundo fontes geralmente bem informadas, o set estará dividido em 30 min. para Testament, 50 min. para Megadeth e 2 horas para Judas Priest.
Os Testament, primeira banda a subir ao palco, estão previstos iniciar as “hostilidades” às 19h30.

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Destaques do mês de Abril

10 05 2008

Testament – The Formation Of Damnation

Testament

Nove anos (quase uma década!) separam o novo lançamento de originais desta banda do seu antecessor, o genial The Gathering, provavelmente o melhor álbum de Thrash Metal editado nos últimos anos e que constitui um marco na carreira da banda e do Metal no final do milénio passado. Os resultados obtidos nesse álbum, surpreendentes para muitos, talvez não o fossem tanto tendo em conta o verdadeiro “elenco” de luxo reunido nessa altura: aos resistentes da formação clássica dos anos 80, o guitarrista Eric Petterson e o vocalista Chuck Billy, juntaram-se o guitarrista James Murphy (Death, Cancer, Obituary), o baixista Steve DiGiorgio (Death, Sadus) e o baterista Dave Lombardo (Slayer, Fantômas). Uma autêntica reunião de “semi-deuses”, fazendo jus ao próprio nome do álbum, que lamentavelmente viria a ser curta na história da banda. História esta que se revelaria bastante atribulada nos anos seguintes… Dois anos após este lançamento, a banda viu o seu futuro tornar-se bastante sombrio com a notícia dos problemas de saúde em que Chuck Billy viu-se evolvido, a braços com uma forma de cancro que ameaçou a sua vida numa altura em que a comunidade ainda não se tinha refeito do choque da situação vivida por Chuck Schuldiner, líder dos Death (que acabaria por morrer em Dezembro de 2001). Felizmente o “mundo metálico” não assistiu à partida de mais um dos seus melhores artistas. Ainda nesse ano, e mesmo com as dificuldades causadas pelo tratamento de Chuck Billy, é lançado um álbum de regravações dos temas clássicos da banda com o nome de First Strike Still Deadly (alusivo a um dos temas lançados no início da carreira), já contando com o retorno de mais um dos elementos da sua formação clássica, o talentoso guitarrista Alex Skolnick, e debelada a doença do vocalista, a banda regressaria aos palcos em 2003. Em 2005 é anunciada uma digressão europeia de reunião do line-up clássico da banda, com o retorno de Greg Christian no baixo e a participação do baterista Louie Clemente em algumas datas. Chegando assim ao ano 2008 com o anúncio de um novo álbum, desta feita com 4/5 da sua formação clássica e agora acompanhados por mais um talentoso músico, o baterista Paul Bostaph (Forbidden, Slayer, Exodus), a curiosidade em torno do novo trabalho e de como esta formação responderia ao anterior trabalho após este longo hiato era mais que muita, agravado pelo facto de ser a primeira vez desde há muito tempo que este line-up se reuniria para compor novo material. Qualquer dúvida que existisse foi agora completamente desfeita: The Formation Of Damnation é um disco à altura da carreira dos Testament. Pegando onde The Gathering tinha ficado, com toda a energia que o grupo apresentou e todos os elementos modernos de metal musculado e melódico, contemplamos ainda um pequeno retorno à sonoridade da banda nos finais dos anos 80 em detrimento dos elementos mais Death Metal do trabalho anterior. O álbum é bastante coeso, com peso e velocidade sem exagero e um trabalho de guitarra cheio e melódico, frenético em momentos particulares. O desempenho de Chuck Billy é fenomenal, recorrendo menos aos tons guturais e dando mais destaque para as vozes mais rasgadas que domina com mestria. O desempenho de Bostaph é também fenomenal, e na verdade a banda soa tão coesa que não dá para destacar ninguém individualmente, valendo pelo colectivo e pelo trabalho contagiante que fará as delícias dos apreciadores do género. Numa altura em que se vive um revivalismo no género com o aparecimento de bandas a recriarem a sonoridade desenvolvida nos anos 80, estes veteranos regressam em grande para mostrar às novas gerações como se faz. Estamos perante o retorno de uma das mais influentes bandas do género, trazendo-os de volta ao lugar merecido como banda de topo do movimento Thrash Metal. Numa carreira que já conta com 25 anos às costas desde o primeiro lançamento, ainda ter forças para apresentar um trabalho cheio de vigor e relevância como este é obra!!!

http://www.testamentlegions.com/
http://www.myspace.com/testamentlegions

Whitesnake – Good To Be Bad

O outro destaque deste mês é mais um retorno. Um que talvez poucos ainda acreditassem vir a ser possível… A novidade que dá pelo nome de Good To Be Bad é já o 11º álbum de originais lançado pelos Whitesnake e o primeiro a ver a luz do dia desde há muito tempo… Dez anos, para ser mais preciso, separam este álbum do anterior Restless Heart, o qual foi inicialmente previsto ser lançado a solo pelo vocalista e fundador do projecto David Coverdale, mas que por pressão da editora acabaria por ter associado o nome Whitesnake, saindo com a estranha designação de “David Coverdale & Whitesnake” e lançando a confusão entre os fãs. Coverdale acabaria finalmente por encetar uma carreira a solo lançando em 2000 o álbum Into The Light, virando-se para o Rock em versão mais bluesy do início de carreira dos Whitesnake. Esta opção acabaria por ser curta, com Coverdale a reformular os Whitesnake aquando do vigésimo quinto aniversário da banda para uma série de concertos. Esta nova reencarnação não viria a quebrar o hiato no que a novos lançamentos diz respeito, tendo o jejum sido saciado apenas em 2006 com o lançamento de um duplo-CD ao vivo com o nome Live… In The Shadows Of The Blues e a inclusão de 4 faixas inéditas em jeito de bónus. Sabendo a pouco, estas 4 músicas, que no geral revelam ser interessantes q.b., acabariam por não evitar algumas dúvidas quanto à vitalidade desta nova era dos Whitesnake, apesar das irrepreensíveis e entusiasmantes actuações em palco do grupo. A magia em palco era notória, mas se essa magia funcionaria na elaboração de novos temas num trabalho de longa-duração era um factor que viria a levantar muita curiosidade entre os fãs para com o anunciado novo lançamento de originais que chegou agora às lojas em Abril. Após uma audição atenta, o mínimo que se pode dizer é que quem esperou por este lançamento não estará certamente desiludido com o resultado. O álbum vem provar que a banda ainda tem bastante combustível para manter a chama acesa. Todos os elementos que tornaram a banda famosa nos anos 80 se encontram presentes, estando a sonoridade próxima da desenvolvida nos álbuns Slide It In, 1987 e Slip Of The Tongue, conseguindo ainda apresentar algumas surpresas com músicas em toada ligeiramente mais bluesy na segunda metade do álbum, num pacote recheado com composições interessantes. Nas canções contidas no CD encontram-se riffs do melhor que o Hard Rock consegue produzir nos dias de hoje, com óptimas melodias, onde não faltam músicas capazes de fazer as delícias de qualquer fã do género, pontuadas por baladas de bom gosto a que a banda já nos habituou ao longo dos anos. Mas acima de tudo temos aquela voz… A Voz, única, inconfundível e lendária do Mestre Coverdale. O tempo parece não fazer grande mossa neste senhor, continuando a ter uma actuação arrepiante numa carreira que já leva mais de 30 anos, desde os tempos em que deu voz aos Deep Purple, marcando eternamente o seu nome nas páginas da história do Rock. Igualmente digna de destaque é a dupla de guitarristas formada por Doug Aldrich (Dio) e Reb Beach (Winger, Dokken), mais nomes a juntar aos de um passado marcado por guitarristas de elevada categoria onde se incluem Adrian Vandenberg, John Sykes ou Steve Vai. Fossem outros os tempos e este álbum estaria talhado para ter um airplay e exposição mediática enorme, produzindo hit após hit, mas já todos sabemos o espaço a que o Rock foi votado nos dias de hoje, e como tal não se espera que Good To Be Bad venha a ter a notoriedade que lhe é merecida. Para quem quiser romper as tendências actuais ou apenas desfrutar de um bom álbum de Rock, está perante um CD altamente recomendável.

http://whitesnake.com/redsite/index.asp
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=1902903

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